Archivo para Octubre 2004
ficcionalista! RECOMIENDA

ficcionalista! RECOMIENDA

Anginas y sinusitis.
Son los nombres de este silencio.
Sepan disculpar.
Avião sem asa
Fogueira sem brasa
Sou eu assim sem você
Futebol sem bola
Piu-piu sem Frajola
Sou eu assim sem você.
Porque que é que tem que ser assim?
Se o meu desejo não tem fim
Eu te quero todo instante
Nem mil auto-falantes
Vão poder falar por mim.
Amor sem beijinho
Buchecha sem Claudinho
Sou eu assim sem você
Circo sem palhaço
Namoro sem amasso
Sou eu assim sem você.
Tô louca pra te ver chegar
Tô louca pra te ter nas mãos
Deitar no teu abraço
Retomar o pedaço
Que falta no meu coração.
Eu não existo longe de você
E a solidão é o meu pior castigo
Eu conto as horas pra poder te ver
Mas o relógio tá de mal comigo
Por quê? Por quê?
Neném sem chupeta
Romeu sem Julieta
Sou eu assim sem você
Carro sem estrada
Queijo sem goiabada
Sou eu assim sem você.
Porque que é que tem que ser assim?
Se o meu desejo não tem fim
Eu te quero a todo instante
Nem mil auto-falantes
Vão poder falar por mim.
Eu não existo longe de você
E a solidão é o meu pior castigo
Eu conto as horas pra poder te ver
Mas o relógio tá de mal comigo.
Cacá Moraes – Abdullah
Avião sem asa
Fogueira sem brasa
Sou eu assim sem você
Futebol sem bola
Piu-piu sem Frajola
Sou eu assim sem você.
Porque que é que tem que ser assim?
Se o meu desejo não tem fim
Eu te quero todo instante
Nem mil auto-falantes
Vão poder falar por mim.
Amor sem beijinho
Buchecha sem Claudinho
Sou eu assim sem você
Circo sem palhaço
Namoro sem amasso
Sou eu assim sem você.
Tô louca pra te ver chegar
Tô louca pra te ter nas mãos
Deitar no teu abraço
Retomar o pedaço
Que falta no meu coração.
Eu não existo longe de você
E a solidão é o meu pior castigo
Eu conto as horas pra poder te ver
Mas o relógio tá de mal comigo
Por quê? Por quê?
Neném sem chupeta
Romeu sem Julieta
Sou eu assim sem você
Carro sem estrada
Queijo sem goiabada
Sou eu assim sem você.
Porque que é que tem que ser assim?
Se o meu desejo não tem fim
Eu te quero a todo instante
Nem mil auto-falantes
Vão poder falar por mim.
Eu não existo longe de você
E a solidão é o meu pior castigo
Eu conto as horas pra poder te ver
Mas o relógio tá de mal comigo.
Cacá Moraes – Abdullah

[Acá había un epígrafe
que nadie entendió.
Ya fue.]

[Acá había un epígrafe
que nadie entendió.
Ya fue.]

La vida debería poder llevarse como se lleva el bebop: ser, fundamentalmente, un espacio para la improvisación. Pienso en, por ejemplo, Coltrane. Coltrane es un disco de John Coltrane. Pienso, digo, mientras escucho Coltrane. No sé si es prudente: se me ocurre asociar el bebop con una actitud un tanto zen. Imprevisibilidad, libertad, cierta cuota de incertidumbre. OK, hay partitura pero se le presta tan solo la atención necesaria; el resto es un abandonarse a las circunstancias, a la interacción, la disposición para arriesgar un poco más o un poco menos. Así, sin manual de instrucciones alguno. Hoy me dejé conducir libremente, me permití no anticiparme y darme a que las situaciones que se presentaban me llevaran de uno a otro extremo del día. Le hice conocer al amigo Pusher una librería en la que se encuentran cosas fabulosas –cuya locación, por supuesto, revelaré solo a los que articulen la frase exacta en el momento oportuno– en la que adquirió dos pequeños libros de Jimmy Hatlo y uno de Art Noveau. Me dejé encontrar por dos vinilos a un precio escandalosamente bajo. Me dediqué a leer Trafalgar de la Gorodischer en un bar y tomé café con un amigo en otro. Di cierre al día con el Coltrane que me trajo hasta aquí.
Se rompió el círculo perverso que ayer falazmente anticipé.
Un buen sábado termina. Salud…